terça-feira, 4 de abril de 2017

O ANJO DA MORTE


Autor: M. J. Arlidge

Título original: Hide and Seek




Sinopse: Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.
Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo. Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer? se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.



Este é o 6º livro da saga Helen Grace, e tal como todos os outros livros, é bastante bom. Sinceramente, se me tivessem perguntado qual era a expectativa quando comecei esta saga, não esperaria uma consistência tão boa. Arlidge volta a não desiludir.

Uma vez mais o autor consegue empurrar o leitor para um ritmo elevado, tendo neste caso a vantagem de aproveitar o final do livro anterior para deixar de imediato o leitor desconfortável e a tentar adivinhar o que se passa. Tal como nos livros anteriores, Arlidge continua a explorar as personagens com mestria, dando sempre a base necessária para os momentos mais coerentes, mas deixando algumas dúvidas que se poderão tornar nos momentos de maior surpresa. Neste livro o autor volta a arriscar em alguns momentos e apesar de ter percebido qual poderia ser o caminho no final, a verdade é que surpreende pela forma como é revelado e como é coerente com o que tinha acabado de ler.

Claro que ao fim de 6 livros lidos do autor, sempre num estilo muito parecido, existem alguns momento é que se consegue perceber o que o autor está a tentar esconder, mas o facto de a leitura ser tão rápida retira-nos alguma capacidade de questionar o que está a acontecer, pois estamos a ser empurrados sempre para o próximo capítulo. Neste aspeto é importante referir que o autor continua a arriscar e a surpreender com novas formas de manipular a nossa atenção, deixando alguns detalhes quase escondidos para nos dificultar a investigação.

No geral esta é das mais consistentes sagas que li nos últimos tempos. Ao fim de 6 livros parece-me óbvio que não estamos perante um autor que teve algumas ideias boas, mas sim perante um grande autor de policiais. Este talvez não seja o meu favorito até agora, mas a qualidade está ao nível dos outros e merece ser lido. Se gostam de policiais, esta saga deve estar na vossa estante! Preparem-se para uma leitura bastante viciante.

Luís Pinto

1 comentário:

  1. Apenas adquiri o primeiro da saga deste autor, numa boa promoção, mas ainda não li. Como não é o meu género predilecto, estou a arrastar a sua leitura!
    Boa Páscoa!
    *-*

    ResponderEliminar