terça-feira, 18 de abril de 2017

O SEGUNDO LIVRO DA SELVA


Autor: Rudyard Kipling

Título original: The second jungle book




Sinopse: O Segundo Livro da Selva dá continuidade às espantosas histórias reveladas em O Livro da Selva, já editado pela Livros do Brasil. Mowgli, o rapaz que cresce no seio de uma família de lobos, recebe novos ensinamentos sobre a vida e a sobrevivência na selva indiana, na companhia dos seus amigos Baloo, o urso pardo, e Bagheera, a pantera negra, e volta a encontrar-se com os fascinantes Shere Khan, o temível tigre, ou Kaa, a grande jiboia das rochas. Incluindo três outras histórias que têm como pano de fundo a Índia britânica, este é um conjunto precioso de aventuras, de fábulas, de lições de vida, escritas com mestria por Rudyard Kipling e ilustradas pelo seu pai, John Lockwood Kipling. Tendo tido a sua primeira edição em revistas, entre os anos de 1894 e 1895, estes são textos clássicos de um valor inesgotável. 




Todos nós já ouvimos falar do mais famoso livro de Kipling "O livro da selva", muitas vezes adaptado em filmes e séries. No entanto, este segundo livro, muito menos famoso, também merece ser lido. 

Tal como no primeiro livro, o autor usa uma escrita leve, capaz de se adaptar à idade de qualquer leitor e a narrativa desenvolve-se com facilidade, cheia de significados e capaz de levantar várias questões sobre a vida, o que é ser um ser humano e todas as emoções que nos ligam a animais e outras pessoas.

Tal como o livro anterior, esta é uma história que tem algo a ensinar, qualquer que seja a nossa idade. É interessante ver como, dependendo da nossa idade, iremos questionar a história de forma diferente, retirando novos ensinamentos, percebendo outros significados. Isto porque, se repararmos bem, o autor não está apenas a "ensinar" o nosso personagem principal Mogli. Está também a ensinar os leitores. 

As histórias são interessantes e estruturadas com inteligência, e mesmo apesar de termos momentos separados e alguns saltos, tudo acaba por encaixar bastante bem neste mundo que o autor criou e que em muitos casos nos parece incrivelmente presente na sociedade atual. O resultado é um livro intemporal que explora o ser humano de uma forma que será sempre atual, e que sempre nos ensinará algo que não deveremos esquecer.

Este pequeno livro de Kipling deve ser lido. As suas personagens são memoráveis, os seus diálogos inteligentes e a narrativa adapta-se a qualquer leitor. Não existe muito que possa aqui dizer sem revelar a história, que apesar de curta, está cheia de significado. Este não é um livro para ser lido pela história, mas sim pelo que transmite. É esse o seu trunfo, e é por isso que deve estar nas nossas estantes, tal como o primeiro Livro da Selva.

Luís Pinto

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