quarta-feira, 9 de maio de 2018

A RAPARIGA QUE LIA NO METRO

 
Autor: Christine Féret-Fleury
 
 
 
Sinopse: De segunda a sexta-feira, sempre à mesma hora matutina, Juliette apanha o metro em Paris. Nesse caminho diário e rotineiro para um emprego cada vez mais rotineiro, a viagem na linha seis é a única oportunidade de que Juliette dispõe para sonhar.
Aos poucos, essa necessidade espelha-se na observação dos demais passageiros, pelo menos, daqueles que leem: a velha senhora que coleciona edições raras, o ornitólogo amador, a rapariga apaixonada que chora sempre na página 247. Com curiosidade e ternura, Juliette observa-os como se, pelas suas leituras, lhes adivinhasse as paixões, e a diversidade das suas existências pudesse dar cor à sua vida, tão monótona e previsível.
Até ao dia em que, seguindo um impulso invulgar, decide descer duas estações antes da paragem habitual - e esse gesto, aparentemente inocente e aleatório, acabará por se tornar o primeiro passo de uma experiência completamente alucinante e tão perturbadora quanto a de Alice no País das Maravilhas.
 
 
 
Este é um livro diferente dos que costumo ler. É um livro que por vezes parece um sonho, uma mistura de acontecimentos que nos levam a retirar lições de vida e a questionar a nossa própria rotina, mas sempre num ambiente suave e muitas vezes sorridente. Quando a sinopse menciona Alice no País das Maravilhas, revela um pouco a narrativa deste livro e também o seu alvo. Este é um livro adolescente e que por vezes é adulto com as mensagens que cria.
 
Gostei da escrita da autora, suave, sonhadora e capaz de explorar as personagens com inteligência. É, apesar de tudo, um livro com alguns clichés, levando a que algumas revelações não sejam surpreendentes mas que servem para criar momentos de lição de vida e que oferecem ao livro a maturidade para uma obra que se foca em adolescentes e que também agradará a adultos.
 
Para criar as várias situações de vida, a autora cria personagens bastante distintas, não só na posição social, mas também nas personalidades em si, e com isso o enredo avança, com aproximações ou afastamentos entre personagens, mas sempre com a capacidade de explorar esses acontecimentos e decisões. É, apesar de tudo, um livro que não devemos apenas ler, mas também sobre o qual refletir.  
 
Globalmente é um livro adolescente, com algumas falhas e momentos forçados, não sendo um livro que tem como propósito contar uma história fantásticas mas sim ensinar algo. É uma homenagem aos livros, aos leitores, aos escritores, e que deixará um leitor a sorrir. Um livro diferente e que tenta ser tão imprevisível como são as vidas de algumas personagens. Se procuram uma leitura diferente e se a sinopse vos deixou curiosos, então é um livro a ler e que certamente vos fará sorrir.
 
Luís Pinto
 
 

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