quinta-feira, 10 de maio de 2018

A VIDA É YAMMI








Como todos vocês sabem, o foco deste blog não é o de falar sobre livros de culinária, até porque nem sequer percebo muito do assunto. No entanto, quando olhei para este livro, pensei que poderia falar sobre ele do ponto de vista de uma pessoa que cozinha diariamente mas sem dominar a área, que é o meu caso.

Decidi pegar então na Yammi e perceber até que ponto faria sentido uma pessoa como eu comprar este livro para fazer boas receitas e, de preferência, fáceis e rápidas.

Como qualquer livro de receitas, está dividido de forma intuitiva e gostei das imagens presentes em cada receita. É fácil perceber de imediato se será uma receita simples ou não, quando tempo demora e o que é preciso. Nada que outros livros já não tenham feito antes, mas é sempre um ponto essencial. Posto isto, decidi fazer todas as receitas do livro durante os últimos meses e ver se seria um livro a recomendar a alguém como eu e se estas receitas se adaptariam ao dia a dia para serem receitas uteis e que me poupassem tempo e trabalho.
 
Como em todos os livros de receitas, algumas das aqui presentes não voltarei a fazê-las, ou porque não gostei, ou porque não fazem sentido. A receita de ovos mexidos é boa, mas parece-me que pouco ou nada me beneficia em relação a fazê-los como sempre fiz. Por outro lado há receitas muito interessantes neste livro, não só na secção das bebidas (gostei de todas e já repeti várias), mas também nos pratos principais e nas entradas. Gostei, por exemplo, de fazer barritas de granola, pão, manteiga de amendoim, sopas, carbonara ou até Panna cotta. O trunfo não está apenas no resultado da receita, mas principalmente no quanto é mais fácil fazer tal receita na Yammi e não sem ela (pelo menos para mim).
 
Após alguns meses com este livro, a verdade é que repeti várias receitas, não só porque são boas mas porque se tornam mais simples com a Yammi. Como disse no início, nem todas as receitas voltarei a fazer, mas no geral este é um livro que me ajudou e que recomendo a quem procure novas receitas para a Yammi, ou até para outra máquina parecida, pois a verdade é que é possível adaptar com facilidade.
 
Luís Pinto

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A RAPARIGA QUE LIA NO METRO

 
Autor: Christine Féret-Fleury
 
 
 
Sinopse: De segunda a sexta-feira, sempre à mesma hora matutina, Juliette apanha o metro em Paris. Nesse caminho diário e rotineiro para um emprego cada vez mais rotineiro, a viagem na linha seis é a única oportunidade de que Juliette dispõe para sonhar.
Aos poucos, essa necessidade espelha-se na observação dos demais passageiros, pelo menos, daqueles que leem: a velha senhora que coleciona edições raras, o ornitólogo amador, a rapariga apaixonada que chora sempre na página 247. Com curiosidade e ternura, Juliette observa-os como se, pelas suas leituras, lhes adivinhasse as paixões, e a diversidade das suas existências pudesse dar cor à sua vida, tão monótona e previsível.
Até ao dia em que, seguindo um impulso invulgar, decide descer duas estações antes da paragem habitual - e esse gesto, aparentemente inocente e aleatório, acabará por se tornar o primeiro passo de uma experiência completamente alucinante e tão perturbadora quanto a de Alice no País das Maravilhas.
 
 
 
Este é um livro diferente dos que costumo ler. É um livro que por vezes parece um sonho, uma mistura de acontecimentos que nos levam a retirar lições de vida e a questionar a nossa própria rotina, mas sempre num ambiente suave e muitas vezes sorridente. Quando a sinopse menciona Alice no País das Maravilhas, revela um pouco a narrativa deste livro e também o seu alvo. Este é um livro adolescente e que por vezes é adulto com as mensagens que cria.
 
Gostei da escrita da autora, suave, sonhadora e capaz de explorar as personagens com inteligência. É, apesar de tudo, um livro com alguns clichés, levando a que algumas revelações não sejam surpreendentes mas que servem para criar momentos de lição de vida e que oferecem ao livro a maturidade para uma obra que se foca em adolescentes e que também agradará a adultos.
 
Para criar as várias situações de vida, a autora cria personagens bastante distintas, não só na posição social, mas também nas personalidades em si, e com isso o enredo avança, com aproximações ou afastamentos entre personagens, mas sempre com a capacidade de explorar esses acontecimentos e decisões. É, apesar de tudo, um livro que não devemos apenas ler, mas também sobre o qual refletir.  
 
Globalmente é um livro adolescente, com algumas falhas e momentos forçados, não sendo um livro que tem como propósito contar uma história fantásticas mas sim ensinar algo. É uma homenagem aos livros, aos leitores, aos escritores, e que deixará um leitor a sorrir. Um livro diferente e que tenta ser tão imprevisível como são as vidas de algumas personagens. Se procuram uma leitura diferente e se a sinopse vos deixou curiosos, então é um livro a ler e que certamente vos fará sorrir.
 
Luís Pinto
 
 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Passatempo: Pack - Call of Duty



PASSATEMPO

Pack - Call of Duty


Comando PS4 Call of Duty

T-shirt Call of Duty WWII




Com os últimos passatempos a serem um sucesso, torna-se mais fácil conseguir novos passatempos, e desta vez oferecemos um comando para Playstation 4 e ainda uma t-shirt do famoso Call of Duty

 

 Uma vez mais temos uma parceria com o blog Tek Test e espero que seja um sucesso para que os passatempo possam continuar!
 

 
Aproveito ainda, como sempre, para agradecer a todos os que tornaram possível este passatempo!



 
Regras do passatempo:

- Apenas é permitida uma participação por pessoa.
- Tem de ser fã do blog Ler y Criticar (link aqui)
- Tem de ser fã do blog Tek Test (link aqui)
- Tem de seguir o canal Tek Test no Youtube (link aqui)
- O passatempo termina dia 19 de maio 
- Preencher o formulário abaixo

- O vencedor será contactado para indicar o tamanho de t-shirt

- Se partilharem o passatempo e indicarem um amigo na partilha, a vossa participação conta a dobrar (não é obrigatório para participarem)


Boa sorte a todos!







TENHO DE SABER

 
Autor: Karen Cleveland
 
Título original: Need to know
 
 
 
Sinopse: Ao perseguir uma célula de agentes russos adormecidos em território americano, uma analista da CIA descobre um terrível segredo. Vivian Miller é uma dedicada analista de contra-espionagem que tem por missão descobrir os chefes das células de agentes adormecidos a operar nos Estados Unidos.
Ao aceder ao computador de um possível operacional russo, Vivian tropeça num ficheiro secreto sobre agentes infiltrados em território americano. Depois de mais alguns cliques, tudo aquilo que para ela é importante - o trabalho, o marido e até os quatro filhos - se encontra ameaçado.
Karen Cleveland, a autora do fenómeno editorial do momento, trabalhou para a CIA como analista durante oito anos, os últimos seis ligados ao contraterrorismo.
 
 
 
Regresso uma vez mais à espionagem para ler o livro sensação de Karen Cleveland, um livro que tem sido bastante falado pela crítica internacional.
 
Em primeiro lugar é preciso afirmar que este livro agarra o leitor de imediato, sendo, claramente, um dos aspetos mais positivos desta narrativa. A autora começa com uma ideia interessante e bem explorada no primeiro terço do livro, sendo fácil as várias dúvidas levarem um leitor a criar várias perguntas e teorias. Com isso o livro torna-se bastante viciante e muitas dessas perguntas apenas terão resposta nas últimas páginas.
 
Gostei da personagem principal apesar de em alguns momentos as suas decisões me parecem algo forçadas, por não encaixarem muito bem na personagem, mas que se compreendem devido à situação em si. O ritmo da narrativa é irregular, sendo bem usado para criar momentos de tensão ou de sensação de urgência. O ritmo quase em montanha russa ajuda a explorar algumas personagens, mas sem nunca baixar demasiado o ritmo, até porque a cada resposta dada, uma nova questão é criada, levando a que se continue a ler a grande velocidade.
 
O enredo é inteligente e especialmente focado na parte emocional das personagens e nas suas decisões. Acaba, por isso, por não ser um enredo focado na espionagem em si, mas antes nas personagens que fazem a espionagem. Com isso, a narrativa torna-se bastante emotiva, explorando os receios e objetivos das personagens e, principalmente, o porquê de algumas decisões, sendo esta exploração bem conseguida mesmo naquelas decisões que são um pouco mais forçadas para que o suspense se mantenha.
 
Este é um livro muito viciante. Foge dos livros de espionagem pura e mistura boas doses de thriller num ritmo acelerado. O enredo é inteligente e montado à volta da personagem principal e apresenta um final algo previsível se estivermos atentos à construção das personagens, tornando-se num final coerente. Globalmente, e apesar de este livro não estar entre os melhores de espionagem, é fácil perceber o porquê de estar a ser tão falado nos países em que foi lançado. É viciante, agarra o leitor e leva-nos a questionar muitas personagens. Intenso e inteligente, agradará aos fãs do género thriller e espionagem rápida, e dentro do género de espionagem mais rápida este é um bom livro para se ler. Será, certamente, uma boa leitura de verão!
 
Luís Pinto
 
 

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Passatempo: Pack The Witcher - Vencedor!

PASSATEMPO

Pack - The Witcher


Livro - O Terceiro Desejo

Videojogo - The Witcher 3: Wild Hunt


Com os últimos passatempos a serem um sucesso, torna-se mais fácil conseguir novos passatempos, e desta vez oferecemos o livro da editora Saída de Emergência que inicia a saga The Witcher e também o jogo The Witcher 3 para PS4, um dos melhores jogos de sempre!

Chegou ao fim mais um passatempo e novamente com muitas participações. A todos os que participaram, muito obrigado. E como sempre, um agradecimento especial a todos os que tornam estes passatempos possíveis.

E não se esqueçam, estejam atentos, porque teremos novos passatempos nos próximos dias!

E o vencedor é:

Ana Raquel H. Crispim

Parabéns à vencedora! 

GUERRA AMERICANA



Autor: Omar El Akkad

Título original: American war



Sinopse: O relato de uma América futura despedaçada pelas suas divisões políticas, tribais e humanas. Sarat Chestnut nasceu no Louisiana e tem apenas seis anos quando a Segunda Guerra Civil Americana eclode em 2074. Mas até ela sabe que o petróleo é proibido, que metade do Louisiana está submerso e que drones não tripulados sobrevoam os céus. Quando o seu pai é morto e a sua família é obrigada a viver num campo de refugiados, ela rapidamente começa a ser moldada por esse tempo e lugar até que, finalmente, pela influência de um misterioso funcionário, se transforma num instrumento mortífero da guerra. A sua história é contada pelo seu neto, Benjamin Chestnut, que nasceu durante a guerra - parte da Geração Milagrosa - e é agora um idoso a confrontar os segredos negros do passado, do papel da sua família no conflito e, em particular, a importância da sua tia, uma mulher que salvou a sua vida ao destruir a de outros.





Quando li a sinopse deste livro fiquei com algum interesse, pois a ideia, apesar de não ser inovadora, tinha a base necessária para oferecer um bom livro dentro do seu estilo. Aos poucos, é verdade que a narrativa foge um pouco do que eu esperava, mas consegue oferecer um enredo interessante e intenso em alguns momentos e que agradará a alguns leitores, mas não a todos.
 
É normal uma distopia não agradar a todos os leitores, e este não será excepção. No entanto, esta não é uma distopia clássica, mas sim, mais próxima de outros livros do género que têm aparecido nos últimos anos e que se focam mais nas personagens e enredos amorosos e menos na construção do mundo.
 
A ideia base é bem conseguida e bem explorada numa primeira fase, criando dúvidas no leitor que ficarão presentes até às últimas páginas. Contudo, o livro foca-se demasiado na personagem principal para o meu gosto. Claro que se trata de um gosto pessoal e não tão crítico e imparcial, mas gostava que a narrativa explorasse mais o mundo, o porquê de estar como está, o que mudou e o que irá mudar.
 
Em termos de enredo, este é um livro que se balança entre momentos negros e adultos e outros mais alegres e juvenis. Globalmente este livro é mais adolescente do que esperava, talvez por explorar temas mais leves, deixando menos espaço para que temas mais adultos e fortes fossem aprofundados em ligação com a personagem principal. Todavia, o enredo é inteligente e consegue dar as respostas necessárias apesar de algumas perguntas ficarem no ar quando o livro acaba. É, globalmente, um livro bem pensado, viciante e bem montado, mas que falha ligeiramente porque tinha a base para ser um livro mais denso e mais profundo. Talvez precisasse de ser mais negro em alguns momentos, mas assim acabaria por fugir do seu público alvo que procure algo mais focado. Se são fãs de distopais, principalmente das mais recentes que foram grandes êxitos de vendas, então este livro é para vocês!
 
Luís Pinto

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Passatempo: Odisseias Pack Atreva-se - Vencedor!



PASSATEMPO
 
Odisseias
 
Pack Atreva-se
 
Vencedor!
 
 
 
Chegou ao fim mais um passatempo que foi um grande sucesso. Como sempre, tenho de agradecer a todos os que tornaram este passatempo possível e também aos que participaram. Muito obrigado. Espero ter mais passatempos em breve para continuar a agradecer o vosso apoio desde o início do blog.
 
 
E o vencedor é:
 
João L. Gomes Carvalho
 
Parabéns ao vencedor! Estejam atentos, porque teremos novos passatempos em breve!
 
 

PORTUGAL E OS NAZIS


Autor: Cláudia Ninhos



Sinopse: A partir de 1933, Portugal e a Alemanha desenvolveram um relacionamento muito próximo que não foi interrompido nem pela distância geográfica, nem pela neutralidade portuguesa durante a II Guerra Mundial. Este foi um período repleto de intercâmbios e de encontros, que beneficiaram do facto de os dois regimes partilharem características ideológicas comuns. A diplomacia nazi em Portugal apostou na cultura enquanto instrumento para difundir a mensagem do Partido Nacional-Socialista e das suas políticas. Berlim deu a conhecer aos Portugueses os seus cientistas, laboratórios e institutos, a sua arte, as suas revistas e até o seu idioma.
Foram anos de uma intensa e visível propaganda, que passou pela visita de centenas de elementos da Juventude Hitleriana a Portugal e da entrada festiva, no estuário do Tejo, de navios da Kraft Durch Freude - a célebre Força pela Alegria. Passou ainda pela organização de excursões ao Reich, conferências, exposições, receções oficiais, intercâmbios juvenis e académicos, que visaram promover a imagem do regime nazi junto das elites portuguesas e, por intermédio delas, influenciar a própria orientação diplomática do governo de Salazar, tentando afastá-lo da Grã-Bretanha.
Este livro fala-nos dos diplomatas e dos jornalistas, dos académicos e dos ministros, das instituições públicas e das organizações do Estado Novo que se deixaram deslumbrar pela imagem poderosa do III Reich. A partir de documentação alemã inédita, revela-nos o papel de instituições nazis portuguesas no relacionamento entre os dois regimes e as tensões que se verificaram entre elas, em especial entre a Legação Alemã e o Grupo Local do Partido Nazi em Lisboa.



 
Aqueles que seguem o meu blog sabem que um dos temas que mais leio é a Segunda Guerra Mundial, e este é um livro que explora um lado diferente, que poucos livros tocaram até hoje, que é a ligação e a presença de Nazis no nosso país, principalmente nos anos que antecederam a guerra, na altura em que Hitler aumentava a sua popularidade e poder na Alemanha. Afinal, que alianças foram feitas nesses anos?
 
Em primeiro lugar, esta investigação parece-me muito bem feita, bastante focada, sem se perder em detalhes ou ramificações que poderiam tornar o livro demasiado lento. Claro que este é um livro lento, que nos ajuda a ganhar o contexto necessário para percebermos muito do que iremos ler nas páginas seguintes. Claro que ter noções do conflito e também do percurso de Hitler é bastante importante, mas o livro oferece o conhecimento necessário para percebermos esta investigação. E esse contexto é um dos trunfos do livro, pois nunca me senti perdido.
 
Obviamente que este não é um tema que todos os leitores procurem. No entanto, se apreciarem o tema, terão aqui muito conhecimento interessante. A autora explora a ligação entre o governo Português e o III Reich, o porquê desta ligação e também as influências que recebemos dos Alemães, sendo fácil, graças à montagem do próprio livro, perceber essas influências a longo prazo. Este foi para mim um dos temas que aqui procurava explorado, o das influências trocadas entre Portugal e os Nazis, principalmente em termos sociais e políticos, especialmente porque Portugal se tornaria aos poucos num país que seria um dos centros da espionagem mundial e bastante importante para o desenrolar da guerra.
 
Não querendo explorar aqui as revelações do livro, apenas digo que gostei desta leitura. Aprendi bastante sobre um tema que gosto. Claro que se não apreciarem o tema, dificilmente irão aproveitar devidamente o livro, pois o seu objetivo não é ser viciante ou apelativo, mas sim oferecer conhecimento. Se olharam para o livro ou para a sinopse e ficaram com interesse, então aproveitem esta leitura que é realmente muito interessante.
 
Luís Pinto